O que é o Keplin
Uma visão geral da plataforma — o que constrói, para quem, e como as peças encaixam.
O Keplin é uma plataforma para construir aplicações de negócio completas — com ecrãs, dados, lógica, automação e utilizadores próprios — sem montar e manter uma stack de desenvolvimento tradicional. Uma equipa desenha o modelo de dados, compõe os ecrãs num editor visual, liga APIs e automatismos, e publica a aplicação num endereço próprio, pronta a ser usada no browser ou na app móvel.
O que se constrói com o Keplin
Qualquer aplicação interna ou de cliente cujo coração sejam dados e processos: um CRM, uma gestão de encomendas, um portal de pedidos de férias, um dashboard operacional com relatórios agendados. Ao longo desta documentação vamos construir uma dessas do zero — a app Gestão de Clientes, um CRM com contas, contactos e oportunidades — e é dela que vêm todos os exemplos e imagens que vais encontrar.

Do outro lado, é assim que a aplicação construída aparece a quem a usa — sem sinal nenhum da ferramenta com que foi feita:

As peças da plataforma
Cada aplicação no Keplin é composta pelas mesmas peças, e cada uma tem o seu capítulo nesta documentação:
| Peça | O que faz | Capítulo |
|---|---|---|
| Modelo de dados | As tabelas, campos, relações e regras de validação da aplicação. | Modelo de dados |
| Ecrãs | As páginas da aplicação, desenhadas num editor visual com mais de 30 componentes. | Construtor de ecrãs |
| APIs | Serviços que expõem ou vão buscar dados — incluindo uma API GraphQL gerada a partir do modelo. | APIs & GraphQL |
| Scripts | Lógica em Python, executada à mão, por agendamento ou como passo de uma API. | Scripts |
| Workflows | Processos de negócio com passos, decisões, esperas e tarefas humanas. | Workflows |
| Relatórios | Documentos PDF e Excel com regras, gráficos e envio agendado. | Relatórios |
| Utilizadores da app | As contas de quem USA a aplicação construída — separadas de quem a constrói. | Publicação & runtime |
À volta das aplicações, a plataforma dá-te versionamento (cada alteração fica registada e reversível), observabilidade (o Radar mostra o que cada app está a fazer e onde falha), notificações em tempo real, e permissões para decidir quem constrói e quem usa o quê.
Construtores e utilizadores — duas populações
Há duas formas de estar no Keplin, e vale a pena separá-las desde já:
- Quem constrói entra na plataforma (o builder), vê a lista de apps, desenha ecrãs, edita o modelo, gere versões. São as contas geridas em Utilizadores, com perfis de administrador ou developer.
- Quem usa entra na aplicação construída, pelo endereço onde ela foi publicada — nem sabe que o Keplin existe. São contas próprias de cada app, geridas nas definições dela.
Nota
Esta separação repete-se em tudo: as definições da plataforma são de quem a administra; as definições de cada app (tema, idiomas, contas, permissões) são da app e viajam com ela.
Como ler esta documentação
Se nunca usaste o Keplin, o caminho recomendado é:
- Primeiros passos — entrar, conhecer o espaço de trabalho e criar a primeira app.
- Guia: um CRM do zero — construir a app Gestão de Clientes de ponta a ponta, tocando em todas as peças pelo caminho.
- A partir daí, cada capítulo aprofunda uma peça — usa a pesquisa (⌘K) para ir directo ao assunto.
Dica
Todas as imagens desta documentação vêm de uma instalação real, com a app de exemplo preenchida. O que vês nas figuras é o que vais ver no ecrã.